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Ciência como ferramenta de impacto climático

25 de set.
2 min de leitura

Texto escrito por Tácila Matos*



A 4ª aula do curso YCL “Mudanças climáticas e carreiras profissionais” teve como tema a Ciência das Mudanças Climáticas. O geógrafo e professor Felipe Oliveira apresentou dados sobre o panorama das mudanças climáticas, levou importantes reflexões sobre os principais desafios a serem superados e como os jovens profissionais podem direcionar sua atuação baseado neles. Durante duas horas de aula com a turma da 15º edição do curso, ofereceu aos alunos uma base teórica e técnica robusta para a compreensão da crise atual. 


Ele mostrou que 1958 o cientista Charles David Keeling registrou que a concentração de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera era de 315 partes por milhão (ppm). Em março de 2026, esse número saltou para alarmantes 429,36 ppm. Segundo o pesquisador, temos um planeta dinâmico, mas que precisa de tempo para mudar seu comportamento climático muito maior: “Nosso clima tinha previsibilidade e momentos com algumas alterações, mas o que a gente tem  hoje é uma grande perturbação”, Oliveira declara. 


No cenário local, o especialista destrinchou o perfil de emissões do Brasil: a maior contribuição negativa do país está relacionada à Mudança de Uso da Terra e Floresta, ou seja, a substituição da vegetação nativa por formas não naturais de uso, como o avanço desordenado de cidades e a agropecuária. Esse perfil coloca os estados do Pará, Mato Grosso e Minas Gerais no topo do ranking nacional de emissores de CO² em comparação a estados com maior predominância de matrizes econômicas energéticas e industriais.  


O aquecimento não é uma ameaça futura, mas uma tragédia presente. Oliveira citou a seca extrema que afetou a região Amazônica em 2024 e as enchentes catastróficas que assolaram o sul do Brasil, um padrão que deve se agravar com a mudança contínua do planeta.  


O encontro evidenciou aos futuros líderes climáticos da YCL que a solução exige o entendimento de que ultrapassamos múltiplos limites planetários. O clima da Terra é um sistema complexo, e compreender esses eventos é um fundamental para que a nova geração de profissionais do clima possam estruturar políticas de mitigação, adaptação e regeneração eficazes.


*Texto escrito por Tácila Matos - Jornalista em formação pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e participante da 15ª edição do curso da Youth Climate Leaders – Mudanças Climáticas e carreiras profissionais. Atua na pesquisa e cobertura ambiental e climática no contexto Amazônico. Conecte-se com a autora no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/t%C3%A1cila-matos-921955356/



Saiba mais sobre o palestrante: 



Felipe Augusto Hoeflich Damaso de Oliveira

Geógrafo e Professor de Geografia pela UFPR. Especialista em Análise Ambiental e Mestre em Desenvolvimento Regional. Doutorando em Alterações climáticas (Nova de Lisboa vinculado ao CICS NOVA). Atuação como educador ambiental  e autor de material didático e de divulgação científica. Na equipe da YCL atua com a execução de projetos, desenvolvimento de workshops, palestras e aulas. Também é pesquisador no GEOFISA (Grupo de Estudo e Pesquisa em Geografia Física e Dinâmicas Socioambientais) da UFPB. Atualmente atua na gestão da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica (em Portugal).


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