IA no setor socioambiental
- YCL info
- há 6 dias
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Texto escrito por Mafê Gonçalves*
Quando você pensa em inovação e tecnologia para o clima, o que vem à sua cabeça? Essa foi a pergunta que Mirella Domenich, fundadora da SUL (Inteligência para impacto) e palestrante da aula “Inovação e tecnologia para o clima”, fez para a turma da 15º edição do curso YCL “Mudanças climáticas e carreiras profissionais”.
Ela disse que há competências humanas essenciais para o mercado de trabalho e para a vida pessoal, principalmente diante do avanço digital: pensamento crítico, resolução de problemas, curiosidade e criatividade.
A especialista destaca que a IA é muito usada em áreas de impacto, incluindo questões ambientais, e que nos ajudam a encontrar soluções para desafios. Ao mesmo tempo, é importante ser crítico para identificar se a tecnologia é mesmo favorável ao uso correto dos recursos, ao respeito de limites, à saúde de comunidades e à preservação ambiental. “A tecnologia não deve nos distanciar da natureza, mas nos conectar de forma mais profunda”, diz Mirella.
Aprendemos com a palestrante diversos exemplos de inovações tecnológicas no setor ambiental:
- A Morfo, uma startup franco-brasileira, faz com que a inteligência artificial apoie a restauração florestal com o uso de drones;
- A IA Deb (@chamaadeb) tem como foco a igualdade racial, com curadoria humana de especialistas da área, com objetivo de tirar dúvidas étnico-raciais;
- A NOA trabalha em pautas ambientais, arquivo de documentos e informações para pesquisas;
- Na universidade de Stanford estão desenvolvendo uma IA que alerta sobre trabalho escravo, por meio de imagens de satélite e de drone;
- A OYÁ desenvolveu a Tainá, uma assistente de IA para monitoramento da biodiversidade e das áreas indígenas.
Ela citou também a existência de abelhas robôs que fazem polinização artificial com objetivo de ajudar ou substituir abelhas reais na polinização de plantações, o que favorece o acesso a áreas de risco ou destruídas após desastres.
Mas apesar da contribuição da tecnologia em várias áreas de trabalho, as máquinas, apesar de serem eficientes, não pensam como seres humanos (embora às vezes até pareça!). Mas se cada vez mais elas analisam os dados climáticos, rodam simulações e escrevem relatórios, o que sobra para quem quer trabalhar com o clima? É bom lembrar: as máquinas não substituem a capacidade humana de ler dados, interpretar contextos, tomar decisões, propor soluções e até discutir sobre políticas públicas. Por isso, um profissional do clima que trabalha em conjunto com outras pessoas e usa a IA como uma ferramenta, pode ter um trabalho mais eficiente.
*Texto escrito por Mafê Gonçalves – Estudante de Jornalismo em Multimeios, com experiência em jornalismo digital. Atua como criadora de conteúdo voluntária na YCL relacionados à agenda climática e sustentabilidade.
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![]() | Mirella Domenich Há quase 25 anos atuando no setor de impacto socioambiental, Mirella Domenich sempre carregou um incômodo: o campo social não pode ficar para trás diante das transformações do mundo. Formada em Jornalismo e mestre em Relações Internacionais, encontrou na tecnologia um meio para ampliar vozes e fortalecer organizações, do vídeo participativo, na fundação da Minibus Media em Angola, à inteligência artificial, hoje. Paulista de origem e carioca de coração, mora no Rio de Janeiro, é mãe da Bia, de 4 anos, cofundadora da SUL – Inteligência para Impacto Socioambiental e coordena o curso “Inteligência Artificial para Gestão Responsável de Impacto Socioambiental”, em parceria com a PUC-Rio. Dedica seu trabalho a aplicar a IA de forma ética, estratégica e humana para gerar impacto positivo em escala. |



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