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Diário de Bordo #08 | Aula Transição Energética do Curso YCL 2023.1

Fala galera da rede YCL! Chegamos a nossa 7ª aula e hoje o tema é Transição Energética e Panorama Global com Talita Esturba, Eduardo Avila e Mikaele Farias.


Começamos a aula pensando no conceito mais amplo de energia e, para isso, observamos as emissões de GEE no mundo em 2019. Os setores que mais emitiram GEE foram: energia, agricultura, processos industriais, mudança do uso do solo e florestas e lixo. Dos países que mais contribuem para as emissões de GEE estão China, EUA, Índia, UE, Rússia, Japão e Brasil. Todos eles são liderados pelo setor de energia, exceto o Brasil, que conta com a agropecuária como o principal impulsionador das emissões de GEE.


No Brasil, as emissões se dão principalmente pela mudança do uso da terra e florestas, agropecuária, energia, processos industriais e resíduos. Em relação a geração de energia, o Brasil está acima da média do mundo em geração de energia por fontes renováveis, sendo 44,7% em 2021. Já o consumo de energia é puxado principalmente pelos setores de transportes, indústrias, residências, setor energético, agropecuária e serviços. Se observarmos apenas o setor industrial em 2020/2021 vemos principalmente as contribuições das produções de eletricidade, bagaço de cana, carvão mineral, gás natural, lenha, lixívia, carvão vegetal e óleo combustível.



Levando em consideração apenas a matriz elétrica brasileira, observamos que 78% (2021) e 83,8% (2020) é produzida por fontes renováveis. As principais fontes de geração de energia elétrica são hidráulica, eólica, biomassa, carvão e derivados, solar, gás natural, derivados de petróleo, nuclear e eletricidade importada (dados de 2021). Atualmente, a ideia de que para crescer economicamente um país precisa necessariamente aumentar a emissão de GEE está ultrapassada. A inserção de novas tecnologias acarreta a queda do custo acentuadamente, aumento de qualidade e saltos de nações de baixa renda em novas tecnologias.


No segundo bloco conhecemos um pouco mais da Revolusolar, uma ONG que trabalha com desenvolvimento sustentável através da implementação da energia solar em comunidades de baixa renda no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. Os palestrantes trouxeram a ideia de que é preciso pensar em uma transição energética que vise o bem estar social, a redução das desigualdades sociais e a promoção do bem-viver. Também é preciso combater a pobreza energética no Brasil, que faz com que mais de 1 milhão de pessoas não tenham acesso a energia e que os gastos com as contas de gás e luz comprometam grande parte do orçamento familiar.


Foi uma aula muito rica em dados e que deu um panorama muito detalhado acerca da relação entre o setor energético no Brasil e no mundo e sua relação com as mudanças climáticas. Vejo vocês na próxima aula!


Abraços quentinhos,

Thamyres.


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